quinta-feira, dezembro 29, 2011

meus ciúmes de Ayrton Senna


Pobre do povo que precisa de heróis? Pobre, isso sim, de quem não os tem. Ele foi nosso herói. Ele foi a encarnação do Brasil que queríamos ser. Mais que isso, do Anthropos (Homem primordial, completo) que em nós pede para vir a ser. Forte, agressivo, belo, corajoso. Campeão não só nos troféus, mas na atitude. OK, nada disso é original. Falar  de Senna é realmente um desafio a nossa fobia de clichês. Me esparramo neles com prazer, se é para exprimir minha alegria e paixão por este mito. Mas é sempre possível a diferença na uniformidade.  E esse documentário "Senna", que vi no Sportv por esses dias, impressiona por causa disto: fantástico pelas imagens inéditas e também pelas arquiconhecidas, em perspectiva inaudita. Não sobrecarrega em melodrama o trágico desfecho. Celebra a vida do gênio. Sua relação com Deus, por exemplo: Senna "via" Deus a 320 por hora, rompendo a barreira da Luz, e a Câmera em sua Ação, dentro de seu carro, nos faz, senão vê-Lo também, ao menos pressentir fazendo nossa a experiência mística camuflada em esporte automotivo. Prost, amado inimigo, disse corretamente, no auge da rivalidade histórica: o maior perigo de Senna é que acredita em Deus: sente-se por isso iluminado, privilegiado, ungido, e sobretudo -mas isto Senna faz questão de negar- invulnerável: ameaça para os demais. Ameaça para si mesmo, também: pois as grandes paixões, se imbuídas do Absoluto, glorificam não apenas a Vida, mas também a Morte. Difícil imaginar Ayrton morrendo de outra forma, ou (sobre-) vivendo velhinho entre nós. Falei isso com minha mãe, que o amava como  um outro filho. Aliás, se tenho ciúmes (filial) de alguém, é de Senna: até costumava, na infância, me projetar no amor de mamãe por ele, isto é, pensava que ela se referia a mim  comparando as vitórias de domingo de manhã com minhas notas, garra, inteligência rs,  quando exaltava nosso ídolo em comum, que pra ela, repito, era mais que ídolo. Inefável amor e devoção. Ela não se  convenceu pelo meu argumento.  E não assistiu ao filme, ela foge até de conversas de mais de um minuto sobre o assunto. E cá comigo, fico a pensar na beleza da morte, sobretudo da morte quando jovem, ainda belo, ainda campeão. Dorian Gray, eu vos amo. Ayrton, vos amo também, por vossa vida, paixão, morte e perenidade: não quero ficar velho, não quero partir depois de mamãe, a Morte é outra rival, essa sim invulnerável, quiçá mesmo imortal, a ameaçar arrebatar nossos amores. Ciúmes dela também. 
-Unzuhause- 

quarta-feira, dezembro 28, 2011

em claro

Madrugada em claro por conta de uma infernal coceira no pé esquerdo. Nada resolvia, álcool, água, sabão, fenergan, hipoglos. Não é que não resolvia, sequer aliviava. O ataque sem tréguas. Deles. Algum "eles", palavra que me ocorre é "pernilongos". Espero que sim, pois o alarme hipocondríaco não precisa de muito para disparar e me ventilar terríveis ameaças subjacentes. Pior é que, quanto mais a gente envelhece (ou seja, vive), os medos da hipocondria começam a ter mais razão de ser. Até o dia em que o catastrofismo coincide com a catástrofe, nosso temor vira realidade, e percebemos como perdemos nosso escasso tempo com medo de coisas que iriam acontecer mesmo assim, temidas. Temê-las não as faz menos possíveis. Como Lacan, que ouviu numa entrevista psicanalítica a lamúria auto-crítica: "Doutor, sou um mau pai, mau esposo, como sou mau nisto, naquilo e naquilo outro". E Lacan responde, cortante feito o cerol de seus tempos lógicos: "Sim, e dizer tudo isso não impede você de ser, de fato, tudo isso".
Voltando à coceira madrugada afora, que demonstração aguda do que pode ser a angústia de não dormir, sequer bocejar, não conseguir prestar atenção em nada, não conseguir nenhuma "meditação transcendental" tipo UPP contra os traficantes de nosso mal-estar. Irmãos internados nos hospitais, em presídios superlotados, internados em vossas próprias loucuras e solidões: eu vos compreendo melhor depois desta madrugada.
Hoje se promete uma mega-faxina nesta casa solteira e sem a luz de uma Mulher Cuidadora (mamãe, onde está você! hahaha). E me dizem que repelentes podem ajudar. Repelentes:  gosto da palavra. Queria encontrar na mesma farmácia pré-2012 repelentes contra tudo o que meu corpo ranzinza desgosta no mundo: calor excessivo, tesão mal-resolvido, ser-tão limitação, inveja, raiva, egoísmo, separação de quem amo, conjunção forçada com o que me repugna, superlotação dos espaços cada vez mais exíguos, entulhados e mesmo assim desertos, envelhecimento (dorian gray, eu vos amo!) e medo. Como Selton Mello no seu belo filme "Palhaço", que vi este fim-de-semana, meu reino por um ventilador! Não dos que ventilam imaginários de medo auto-realizados. Ventilador natureza. Pra que eu possa reconciliar queijo com o rato, banana com o macaco, osso com o cachorro, e vida com trabalho.
-Unzuhause-

protege tua legião, São Genésio!

São Genésio

Ceumar


Santinho pequenininho
De coração assim assim pequenininho
Protege tua legião
Abençoa nosso ofício
Que o drama, que o riso
De forma assim assim pequenininha
Conceda a todos coração
Abençoa nosso ofício
Que o drama, que o riso
De forma assim assim pequenininha
Conceda nosso ganha pão
São Genésio protege tua legião
São Genésio concede a todos coração
São Genésio concede nosso ganha pão

terça-feira, dezembro 27, 2011

iniciação



Consolo para iniciantes

Vejam a criança em meio aos porcos que grunhem,
Desamparada [Hülflos], com os dedos dos pés dobrados!
Não pode senão chorar, somente chorar!-Aprenderá algum dia a se erguer e andar?
Não receiem! Logo, creio,
Poderão vê-la dançar!
Quando se puser sobre as duas pernas
Também se porá de cabeça para baixo.

NIETZSCHE
A Gaia Ciência

Estado "suíno" pré-iniciação: desamparo (termo-chave na leitura freudiana da angústia criadora de religiões como pais substitutos), choro e imobilidade.
O iniciado: ficar de pé, caminhar, dançar e se pôr de cabeça para baixo.
Plenitude de iniciação advém quando da conquista da "verticalidade", inclusive como modo de se auto-subverter: só se põe de cabeça para baixo (regresso lúcido aos instintos) quem aprendeu a ficar de cabeça para cima (autonomia).

parafraseando Hitchens

Ouvindo um cara como Hitchens (vide post anterior) eu confesso realmente que balanço nas minhas crenças enquanto sistemas assertivos. Não só pela agudeza de seus argumentos, mas pela ironia, simpatia, graciosidade e elegância de seus modos, afastando de mim o preconceito de que arrogância é prerrogativa dos incréus -não só os que não crêem em Deus, mas os que eu gostaria de achar, pobre de mim, que "acreditam errado". Escuto suas dinamites assim: religião como fruto da irracionalidade biológica radical de um ser dotado de inteligência mas fadado à miséria; a religião, sintoma da agonia existencial deste experimento inaudito, pretensioso e banal da natureza que é o homem; religião, arrogância violenta que, como tal, camufla medos. Do sexo, da mulher, do sangue, da vida, da morte. Medo do Outro, do desconhecido, do efêmero, do absurdo. Medo: a verdadeira "partícula de Deus"?
-Unzuhause-

Christopher Hitchens: 'A religião envenena tudo'

sexta-feira, dezembro 23, 2011

diário do verão - abduzido pelos pernilongos assassinos

Ele teve as pernas transformadas em refeição dos pernilongos assassinos da madrugada. Matam a madrugada enquanto experiência dormida e sonhante. Trazem, ou quiçá anunciam a angústia dos olhos bem abertos. Sentinelas e adagas voadoras da angústia lenta, preguiçosa, gorda e barbada da estética da feiúra finalmente reconciliada consigo. Ele se revira nos quentes sofá e cama entre os quais reveza. Tenta apelar para os canais evangélicos, mas não dá. Volta-se então pras pedrinhas caleidoscópicas que juntas compõem seu amor à cultura. Mas uma cultura que fosse mais visceral do que cerebral, mais sublime do que sublimadora dos desejos do rés-do-chão. Assiste a um, dois filmes. Um bonito em especial, "Mestre da Vida", sobre um jovem pintor à procura de seu mentor, consagrado artista russo que se estagnou na amargura da Feiúra do mundo de sempre e da arte atual. Discípulo ardoroso, ele próprio, do Mestre das formas e cores da Vida, o que o velho ranzinza tem a passar para o jovem entusiasmado e promissor -com quem todavia se identifica, sem rixas retardatárias nem cobiças carnais inferiores- são apenas os borrões de suas "lições" de desapontamento com a História. Até que a reviravolta, na sua própria história, se torne possível, na fresta dos rancores destampados e vindos à tona, eles que eram insistentes nos seus ritos de devoramento feito os pernilongos assassinos da madrugada, no calor e na insônia. Ele conseguiu dormir apenas depois das seis da matina. Nada muito duradouro, o calor não dá trégua.
-Unzuhause-

arquétipo (pré) Natal - Quem É Muito Querido A Mim?



"Deus não tem filhos preferidos; Deus é o preferido de alguns de seus filhos"
(Sabedoria Hermética)

Resenhas para a Folha


O filósofo brasileiro José Arthur Giannotti

*JOSÉ ARTHUR GIANNOTTI,
NOTÍCIAS NO ESPELHO
Caio Liudvik- Folha de S. Paulo, sábado, 17 de dezembro de 2011; versão com modificações

Professor emérito da USP, José Arthur Giannotti é um mestre, entre outras virtudes, pela fidelidade à tarefa de trazer a filosofia para fora dos muros acadêmicos. Oferece-a como um "espelho" , ou como a lente corretiva do exame do oftalmologista, em que podemos ver com mais profundidade e nuanças os fardos e possibilidades inscritas na e embaçadas pela vida cotidiana. É o que estas "Notícias no Espelho" vêm confirmar sobejamente. Trata-se de uma compilação de artigos de Giannotti publicados na Folha entre 2000 e 2010, abrangendo desde o 11 de setembro aos impasses do lulismo, passando pela lei que autoriza a pesquisa com células-tronco e pela ressurreição da heresia maniqueísta no discurso evangélico contemporâneo, obcecado pelo diabo. Interessantíssimo, a respeito do terrorismo, é o modo como o filósofo nos faz ver a violência humana que se afigura quase como "catástrofes naturais" em metrópoles que nos impõem uma segunda natureza, cujos sistemas de "segurança" (física e ontológica) são cada vez mais gigantescos, porém abstratos e impessoais. A lamentar, a falta do polêmico artigo de 2001 sobre as necessárias ambiguidades da moralidade na política, argumento que petistas (antes da chegada ao poder) bombardearam como se fosse um endosso filosófico a supostos fisiologismos do governo de Fernando Henrique Cardoso, amigo pessoal de Giannotti. Mas não ficam de fora provocações a certos modos esquerdista de pensar, ou melhor, sonhar -e portanto negar- a política, nem uma comovente homenagem póstuma ao professor Bento Prado Jr (1937-2007): "Sua morte interrompe esse diálogo e me priva de um amigo adversário. Visto que em geral só penso na contramão, uma parte de mim mesmo foi-se embora". Num ensaio inédito, "Sobre a imagem", Giannotti fala sobre o que é a obra de arte e o tipo especial de transcendência, não-religiosa, por ela propiciada, e comenta a dificuldade da percepção estética adequada em museus e exposições superlotados, em que o visitante, levado pelo fluxo de pessoas e pelo falatório dos guias, é impedido de fruir de uma observação demorada e global da obra. Uma crítica que não deixa de metaforizar os condicionamentos da percepção crítica da realidade em geral, nesse contexto de multidão frenética de gente, de fatos e de achismos em meio aos quais nos encontramos (ou melhor, nos perdemos) hoje em dia.Que bom poder ainda contar nesta selva escura no inferno com "virgílios" como um Giannotti.

AVALIAÇÃO- ÓTIMO

quinta-feira, dezembro 22, 2011

primeiro dia do Verão 2012 -pela clemência da deusa das tempestades

-Iansã-

"A cura consiste em tornar pensável uma situação dada inicialmente em termos afetivos, e [tornar] aceitáveis para o espírito as dores que o corpo se recusa a tolerar" - Lévi-Strauss 

Recolho junto à recém-amiga virtual  Mariana Festucci esta excelente evocação para um primeiro dia de Verão, estação envolta em badalações midiáticas mas que, numa cidade como São Paulo -sem falar nas serras cariocas, ou Santa Catarina ou outros tantos exemplos recentes- remete atualmente a trágicas fúrias da Natureza. O homem da modernidade, que se supõe autônomo ante as coações exteriores (Deus, Estado, Natureza), reencontra sob o próprio artifício de sua liberdade -a cidade grande- o fardo maior ainda de uma "segunda Natureza" nos impon do desgraças ano inteiro -e ainda mais gravemente no Verão. Enchentes, destruição, morte. Natureza enlouquecida, como se fosse personagem de uma dramaturgia shopenhaueriana da Vontade cega, impiedosa e cruel. Na sabedoria da mitologia -e aqui voltamos ao pensamento do grande antropólogo estruturalista-, encontro a metáfora Iansã, a orixá feminina das tempestades. Deusa Iansã, perdão pelos homens que não sabem o que fazem enquanto esquecem ser meros e nobres hóspedes de vossos corpos, enquanto não devolvem a alma ao Criador, enquanto assassinam cãezinhos inocentes e devastam e entopem as cidades do asfalto da Falta bêbada. Senhora Iansã, tende clemência de nós neste Verão, minimize as dores, permita que a estação da Alegria não seja uma mentira midiática, mas direito reconquistado. Se não direito, ao menos graça. Vossa graça.
-Unzuhause-

arquétipo (pré) Natal - Senhor, fazei de mim instrumento de vossa Mestria

Samael Aun Weor (1917-1977)

P-Mestre, por que você chama de "papagaios de gaiola" os espiritualistas das escolas de hoje?
R- Porque eles falam como papagaios, sem jamais haver experimentado aquilo que falam. Entendo por espiritualismo, saber viver dignamente entre os homens, e não como muitos entendem que espiritualismo é teorizar; uma coisa é saber viver e outra coisa é saber teorizar. Quem sabe viver é um Mestre e quem sabe teorizar é um intelectual

-entrevista de Samael Aun Weor-

Sinto um débito profundo meu com a vida, pelos anos todos em busca sôfrega de um Saber que desse encaixe a todas as desarmonias, angústias, calores e caretas da existência fenomênica.. fenomênica como se eu já dominasse o "numênico", a Coisa-em-si, a essência metafísica por detrás das aparências ilusórias. Mas não: sou devorado pelas aparências. Um exemplo é a intensa perturbação pelas coxas de lindas mulheres que fazem das ruas da Paulista passarela para um andar com "naturalidade" em sainhas do tamanho de calcinhas, tudo à mostra para minha volúpia ascética. A agressividade da cidade tem nessas epifanias escópicas de Eros não um contraponto, mas coroamento, erotismo agressivo, nem sempre intencional -vide o quanto as "meninas" gostam de dizer que querem roupas que as falam apenas "se sentir à vontade".. Nos meus devaneios cálidos e suarentos sonho se não seria bom botar todas essas donas ou caronas de provocantes pares de coxas numa bela de uma burca que trouxesse de volta para o feminino a verdade corânica de que o desejo mais potente é aquele envolto em mistério, recato, culpa, como diria o professor Luiz Felipe Pondé. Como termos um Nelson Rodrigues cronista de nossos sonhos, se o pesadelo saiu dos bafos sufocados do quarto íntimo para virar hálito cotidiano dessas coxas,ESSAS COXAS! Deus, o que tenho a ver com Mestres não é o que tive a ver com mestrados - e doutorados e pós-doutorados e novas graduações. Tudo girando em vão, girando girando e me deixando tonto de gozo ansiado mas só ansioso. Gozo des-a-fora-do e sufocante do real do do Diabo, enquanto falta o frescor do simbólico orden(H)ador -tirar leite da pedra- do dentro. Burca nelas, pelo amor de Alá! rs
-Unzuhause-

domingo, dezembro 18, 2011

Anima em álbum

Charlotte Gainsbourg

arquétipo (pré) Natal -meu Pai Oxalá é o Rei, venha me valer!



O Natal na Umbanda



Chegamos em Dezembro, um mês mágico que altera o estado de espírito das pessoas, principalmente dos umbandistas, que já comemoraram Yemanjá, Yansã e Oxum no começo dele.
Ainda temos o dia 25, quando a cristandade comemora o nascimento do Mestre Jesus no mundo todo e temos o dia 31, quando todos comemoram a passagem do ano com uma explosão de alegria e votos de que o ano que começará seja de paz, saúde e prosperidade.

Para os umbandistas a comemoração do natal cristão é algo natural, até porque a maioria dos seus seguidores e médiuns praticantes veio da religião cristã. Inclusive, muitos umbandistas seguem uma corrente doutrinária denominada Umbanda Cristã, muito parecida com o Espiritismo Kardecista.

Na maioria dos seus centros os umbandistas colocam em seus altares a imagem do Mestre Jesus no seu degrau mais alto, prestando-lhe uma reverencia e adoração sublime devido seu sincretismo com o Orixá Oxalá, o maior dos orixás cultuados na Umbanda.

Esse respeito e reverencia ao Mestre Jesus enobrece ainda mais a umbanda, a mais tolerante das religiões existentes no Brasil, já que ela acolhe em seus centros os seguidores de todas as outras com amor e respeito, sem constrangê-los com perguntas sobre a religião que seguem e sim, os auxiliam onde elas não podem ou seus sacerdotes não sabem como lidar: a Mediunidade e os problemas espirituais de fundo kármico!

Nesse ponto a Umbanda é única entre as religiões!

Seus dirigentes e médiuns, assim como todos os Guias Espirituais, acolhem os seguidores de outras religiões como irmãos e os auxiliam como podem e da melhor forma possível, livrando-os de suas perturbações de fundo espiritual, auxiliando-os na cura de suas doenças, auxiliando-os a conseguirem um emprego, quebrando demandas das quais são vitimas, etc.

E isso sem perguntar-lhes quais as suas religiões, sem atribuir às suas crenças religiosas a causa de suas dificuldades e nem os obrigando a se converterem para que, aí sim, sejam ajudados pelos sagrados Orixás e pelos Guias Espirituais de Umbanda.

Não vemos isso acontecer nas outras religiões, onde o usual, assim que sabem a religião de quem adentra em seus templos é ir alertando-os ou acusando-os de seguirem uma religião errada, ou pagã, ou do diabo, etc. Nesse aspecto a Umbanda é única e insuperável porque todos os umbandistas acreditam que Deus é único, esta presente na vida de todos e em todas as religiões, não importando a forma que usam para cultuá-lo e adorá-lo. Inclusive, é comum aos seguidores das outras religiões regirem com palavras ofensivas à nossa religião e à nossa pessoa assim que ficam sabendo que seguimos a religião Umbanda, dando a entender que só eles cultuam e adoram Deus.

Essa postura intolerante por parte da maioria dos seguidores de outras religiões para conosco, os umbandistas, provavelmente é uma decepção para o mestre Jesus, que não fundou nenhuma religião e não pregou a intolerância, mas vê entre os seus seguidores uma reação não fraterna aos seus irmãos em Deus que professam outras crenças religiosas.

Os umbandistas seguem a Umbanda, mas respeitam todas as outras religiões e a crença dos seus seguidores e não temem entrar em suas igrejas porque nesse quesito estão anos-luz à frente dos demais, já que sabe que só há um Deus, criador de tudo e de todos e existem suas divindades, espalhadas entre as muitas religiões existentes na face da terra, com Jesus Cristo incluído entre elas e ao qual respeitam e amam.

No dia em que todas as religiões e todos os seus seguidores pensarem e agirem como prega a Umbanda e os umbandistas nesse mundo haverá mais fraternidade verdadeira e menos miséria, doenças, crimes, racismo e intolerância.

Mas isso talvez seja esperar demais dessa humanidade pecadora que discrimina seus semelhantes só porque seguem uma religião diferente, ainda que todos saibam que só há um Deus e que todos somos seus filhos... que todos somos irmãos perante Ele, o nosso Divino Criador!

Por ser como são e por amarem e respeitarem o Mestre Jesus os umbandistas comemoram o Natal e lhe rendem merecida homenagem, pois, pelo menos nessa data cristã os cristãos de fato se mostram mais fraternos e tolerantes.

Nesse natal, que o amado mestre Jesus abençoe a todos!

Feliz Natal Umbandistas!


-Pai Rubens Saraceni-
http://luzvital.blogspot.com/p/o-natal-na-umbanda.html

sábado, dezembro 17, 2011

assim falou meu polvo paul

Minha torcida: Barcelona
Minha aposta : Santos
A imagem final: euforia do menino Neymar e companhia, entre um viva-santos e um insulto a mais sobre meu Timão (que todos amam odiar rs), e 'craque' Messi  saindo com a cara de bunda, exalando vapores de fake amarelão, de quando joga pela Argentina
-Unzuhause-

inesquecível (Joãosinho Trinta, 1933-2011)



Samba Enredo 1989 da Beija-Flor de Ninópolis

Ratos e Urubus, Larguem a Minha Fantasia

Reluziu... É ouro ou lata
Formou a grande confusão
Qual areia na farofa

É o luxo e a pobreza

No meu mundo de ilusão

Xepa de lá pra cá xepei

Sou na vida um mendigo

da folia eu sou rei

Sai do lixo a pobreza
Euforia que consome

Se ficar o rato pega

Se cair urubu come
Vibra meu povo
Embala o corpo

A loucura é geral

Larguem minha fantasia
Que agonia... Deixem-me

Mostrar meu carnaval

Firme... Belo perfil!

Alegria e manifestação

Eis a Beija-flor tão linda

Derramando na avenida
Frutos de uma imaginação

Leba - laro - ô ô ô ô

Ebó lebará - laiá - laiá - ô

Reluziu...

segunda-feira, dezembro 05, 2011

campeão é ser corintiano (dia de ação de graças rs)



Obrigado, meu Deus, por  mais uma vez me permitir do tempo caótico o instante kairótico, de alegria e plenitude
Obrigado, doutor Sócrates, cuja beleza soube -tal qual seu xará no Fédon de Platão- transfigurar de significado até a morte, que chegou dolorosa mas sagrada
Obrigado Andrés Sanchez, o "capitão Nascimento" do Timão, conforme batizado em mim por mais uma centelha de sonho junguiano
Obrigado equipe e comissão técnica, por dignificarem a camisa alvinegra com o suor e humildade de quem não tinha estrelas..
porque estrela é você, Fiel Torcida, Corpo Místico de quem sou orgulhoso de ser membro e vibrar e sofrer junto, campeão é ser corintiano
parabéns Vasco da Gama pelo belíssimo campeonato e pelas mordidas incessantes no nosso calcanhar, nos impedindo qualquer acomodação
OBRIGADO CORINTHIANS, MINHA PAIXÃO, MINHA VIA DE RE-LIGAÇÃO
-Unzuhause-

domingo, dezembro 04, 2011

bando de loucos reforça o timão das estrelas

Sócrates (1954-2011)

sexta-feira, dezembro 02, 2011

nada mais importa





Nada mais importa
by Metallica


Tão perto, não importa quão longe
Não poderia ser muito mais vindo do coração,
Sempre confiando em quem nós somos
E nada mais importa


Nunca me abri desse jeito,
As vidas são nossas, nós vivemos do nosso jeito,
Todas essas palavras eu não apenas digo
E nada mais importa


Confiança eu procuro e acho em você
Todos os dias para nós algo novo
Mente aberta para uma visão diferente
E nada mais importa


Nunca me importei pelo o que eles fazem
Nunca me importei pelo o que eles sabem
Mas eu sei
Tão perto, não importa quão longe


Não poderia ser muito mas vindo do coração,
Sempre confiando em quem nós somos
E nada mais importa


Nunca me importei pelo o que eles fazem
Nunca me importei pelo o que eles sabem
Mas eu sei


Nunca me abri desse jeito,
As vidas são nossas, nós vivemos do nosso jeito,
Todas essas palavras eu não apenas digo
E nada mais importa


Confiança eu procuro e acho em você
Todos os dias para nós algo novo
Mente aberta para uma nova visão
E nada mais importa
Nunca me importei pelo o que eles dizem
Nunca me importei pelos jogos que eles jogam
Eu nunca me importei pelo o que eles fazem
Eu nunca me importei pelo o que eles sabem
E eu sei...!Yeah!!!


Tão perto, não importa quão longe
Não poderia ser muito mais vindo do coração,
Sempre confiando em quem nós somos
E nada mais importa

quinta-feira, dezembro 01, 2011

primeira bomba da semana, almirante Gama rs


vasquinho ELIMINADO  DA SUL-AMERICANA.. SERÁ QUE FOI PARTE DO "COMPLÔ" DO TIMÃO??